Blog em novo endereço

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Página principal do novo lagunaolimpico.com.br
Página principal do novo lagunaolimpico.com.br

Aos amigos e amigas que costumam acessar este endereço, um aviso importante: desde esta segunda-feira (10), o blog Laguna Olímpico está em outro endereço. Com a mesma pegada, de acompanhar tudo o que rola no universo dos esportes olímpicos, bem como a preparação das equipes brasileiras de diversas modalidades e também os preparativos para os Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Portanto, acessem o blog agora pelo lagunaolimpico.com.br

Aguardo a visita de todos

 

Um vexame a menos: Fiba assegura Brasil no basquete do Rio 2016

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O domingo começa com uma notícia aliviadora para o basquete brasileiro.  Durante a reunião de seu comitê executivo,  realizada em Tóquio,  a Fiba (Federação Internacional de Basquete) confirmou que o Brasil terá as vagas automáticas para as Olimpíadas do Rio 2016,  nos torneios masculino e feminino.

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Jogadores brasileiros comemoram vitória sobre a Argentina no Mundial de 2014

O Brasil corria o risco de ter que disputar suas vagas nos torneios pré-olimpicos em razão de uma dívida contraída pela CBB (Confederação Brasileira de Basquete),  que não quitou o valor referente ao convite que a equipe masculina recebeu para disputar a Copa do Mundo de 2014.

Ou seja,  um fiasco – a necessidade de pedir convite para disputar um Mundial – por pouco não criou um vexame ainda maior,  que era o de não ter a vaga assegurada como país sede e com risco de não se classificar. O que no caso de uma modalidade com a história do basquete brasileiro,  seria inimaginável.

Tudo por culpa exclusiva e absoluta da péssima administração de Carlos Nunes,  atual presidente da CBB,  que há anos não consegue solucionar os problemas financeiros da entidade.

No comunicado oficial,  a própria Fiba admite que o débito será quitado por dois patrocinadores da CBB (no caso, o Bradesco e a Nike).

Que a CBB tome esse sufoco como exemplo para tentar colocar sua casa em ordem – o que cá entre nós duvido que aconteça – e que nunca mais o  basquete do Brasil seja submetido a tamanho constrangimento.

Fratus leva o bronze em Kazan com o 3º melhor tempo da vida

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Ao ficar em terceiro nos 50 m livre, Bruno Fratus conseguiu sua primeira medalha em mundiais de natação. Crédito: Satiro Sodré/CBDA
Ao ficar em terceiro nos 50 m livre, Bruno Fratus conseguiu sua primeira medalha em mundiais de natação. Crédito: Satiro Sodré/CBDA

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Ao faturar o bronze neste sábado, na final dos 50 m livre do Mundial de natação em Kazan, na Rússia, o brasileiro Bruno Fratus não apenas ampliou para 29 o número de medalhas brasileiras em mundiais de esportes aquáticos como também confirmou ser o melhor nadador do país na prova mais rápida da natação.

Fratus, carioca de 26 anos, nascido em Macaé, obteve o terceiro lugar em Kazan com a marca de 21s55, a terceira melhor do ano, ficando atrás apenas do francês Florent Manaudou (21s19) e do americano Nathan Adrian (21s52). Por três centésimos, o brasileiro não levou a prata. E o tempo obtido neste sábado foi ainda o segundo terceiro melhor da carreira de Fratus, que tem como o tempo mais rápido na distância 21s41, obtido no Rio de Janeiro, durante o Brasileiro Sênior/Open, em 2014.

Auto-confiante em excesso, que muitas vezes resvala em uma certa arrogância, Bruno Fratus reconheceu ao final da prova que poderia ter sido mais rápido, “mas que jamais iria desprezar um bronze em Mundial”. Faz bem. Além de ter obtido sua primeira medalha na competição, mostra que tem potencial para brigar pelo pódio nos Jogos Olímpicos do ano que vem, no Rio de Janeiro.

Se Cesar Cielo viveu em 2015 um verdadeiro inferno astral, atormentado por contusões e seguidas derrotas para Florent Manaudou, Bruno Fratus (que havia sido prata nos Jogos Pan-Americanos de Toronto) vai encerrando a temporada como esperança real de medalha no Rio 2016.

PS 1: bom, como vocês podem notar, a intenção de estrear o blog neste sábado na casa nova ficou apenas na intenção. São os famosos “problemas técnicos”. Mas na segunda-feira, o lagunaolimpico.com.br estará no ar.

PS 2: agradeço ao amigo e também blogueiro olímpico Marcelo Romano, que escreve o ótimo Romano Olímpico, pela correção feita em relação ao tempo de Bruno Fratus

As medalhas do Brasil nos mundiais de esportes aquáticos

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Bruno Fratus comemora a conquista da medalha de bronze no Mundial de Kazan, Crédito: Satiro Sodré/CBDA
Bruno Fratus comemora a conquista da medalha de bronze no Mundial de Kazan, Crédito: Satiro Sodré/CBDA

Atualizado em 8/8/2015

Com o bronze de Bruno Fratus na prova dos 50 m livre neste sábadono Mundial de Kazan, o Brasil acumula 28 medalhas ao longo da história da competição.

Confira a lista abaixo

MEDALHA DE OURO

Ricardo Prado – natação/400m medley – Guayaquil (Equador)/1982
Cesar Cielo – natação/50m livre – Roma (Itália)/2009
Cesar Cielo – natação/100m livre – Roma (Itália)/2009
Ana Marcela Cunha – maratona aquática/25km – Xangai (China)/2011
Cesar Cielo – natação/50m borboleta – Xangai (China)/2011
Felipe França – natação/50m peito – Xangai (China)/2011
Cesar Cielo – natação/50m livre – Xangai (China)/2011
Poliana Okimoto – maratona aquática/10km – Barcelona (Espanha)/2013
Cesar Cielo – natação/50m borboleta – Barcelona (Espanha)/2013
Cesar Cielo – natação/50m livre – Barcelona (Espanha)/2013
Ana Marcela Cunha – maratona aquática/25 km – Kazan (Rússia)/2015

MEDALHA DE PRATA

Felipe França – natação/50m peito – Roma (Itália)/2009
Poliana Okimoto – maratona aquática/5 km – Barcelona (Espanha)/2013
Ana Marcela Cunha – maratona aquática/10km – Barcelona (Espanha)/2013
Ana Marcela Cunha, Allan do Carmo e Diogo Villarinho – maratona aquática/ equipe 5 km – Kazan (Rússia)/2015
Nicholas Santos – natação/ 50 m borboleta – Kazan (Rússia)/2015
Etiene Medeiros – natação/ 50 m costas – Kazan (Rússia)/2015
Thiago Pereira – natação/ 200 m medley – Kazan (Rússia)/2015

MEDALHA DE BRONZE

Rômulo Arantes Jr – natação/100m costas – Berlim (Alemanha)/1978
Gustavo Borges – natação/100m livre – Roma (Itália)/1994
Fernando Scherer, André Teixeira, Teófilo Ferreira e Gustavo Borges – natação/revezamento 4x100m livre – Roma (Itália)/1994
Poliana Okimoto – maratona aquática/5km – Roma (Itália)/2009
Ana Marcela Cunha – maratona aquática/5km – Barcelona (Espanha)/2013
Poliana Okimoto, Allan do Carmo e Samuel de Bona – maratona aquática/prova por equipe  – Barcelona (Espanha)/2013
Felipe Lima – natação/100m peito – Barcelona (Espanha)/2013
Thiago Pereira -natação/200m medley – Barcelona (Espanha)/2013
Thiago Pereira – natação/400m medley – Barcelona (Espanha)/2013
Ana Marcela Cunha – maratona aquática/10 km – Kazan (Rússia)/2015
Bruno Fratus – natação/ 50 m livre – Kazan (Rússia)/2015

Mundial de natação, expectativa para o Rio 2016 e casa nova neste sábado

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Etiene Medeiros conquistou um resultado histórico para a natação brasileira em Kazan. Crédito: Satiro Sodré/SSA Press
Etiene Medeiros conquistou um resultado histórico para a natação brasileira em Kazan. Crédito: Satiro Sodré/SSA Press

Após alguns dias atribulados, voltamos a dar o ar da graça aqui no blog, para fazer alguns breves comentários sobre alguns pontos importantes que ocorreram no esporte olímpico. Para começar, os ótimos resultados obtidos no Mundial de natação em Kazan, na Rússia, por Etiene Medeiros e Thiago Pereira, com duas medalhas de prata nas provas dos 50 m costa e 200 m medley, respectivamente.

O feito de Etiene foi extraordinário. Mesmo se tratando de uma prova que não faz parte do programa olímpico, a nadadora pernambucana, que compete pelo Sesi-SP, tornou-se simplesmente a primeira brasileira a ganhar uma medalha em mundiais. E parece que está tomando gosto por romper as fronteiras, pois foi a primeira no pódio do Mundial Júnior, o primeiro ouro dos Jogos Pan-Americanos, a primeira medalhista no mundial em piscina curta, e também abriu o terreno para as brasileiras com o recorde mundial. Notável!

>>> Confira todas as medalhas do Brasil em Mundiais de esportes aquáticos

Igualmente brilhante foi a participação de Thiago Pereira, o Mr. Pan, que fez um grande duelo com o americano Ryan Lochte e no final levou a prata nos 200 m medley. Foi a terceira medalha dele em Mundiais, que havia faturado duas de bronze em Barcelona (200 m medley e 400 m medley). Juntos, Etiene e Thiago aumentaram as conquistas do Brasil em Mundiais de esportes aquáticos, que soma agora um total de 28 medalhas.

Ainda sobre natação, preocupa a situação de Cesar Cielo, o maior nadador do Brasil em todos os tempos. A desistência dele do Mundial, por conta de uma lesão no ombro, acende um sinal amarelo a menos de um ano para as Olimpíadas do Rio 2016A excessiva troca de técnicos nos últimos anos, o fraco desempenho nesta temporada, quando foi sempre superado pelo francês Florent Manaudou e agora esta lesão: Cielo precisará mais do que nunca superar as adversidades para conquistar sua terceira medalha olímpica no Rio.

Outro assunto que não pode passar batido é a marca de um ano para os Jogos de 2016, que ocorreu na última quarta-feira (5). Passei a quarta acompanhando todos os programas especiais, entrevistas, reportagens em cadernos de jornais, portais e até dei meus pitacos, no programa Esporte@Globo, do companheiro Marcelo do Ó. Resumidamente, acho que os Jogos Olímpicos acontecerão sem maiores transtornos e serão um grande sucesso em agosto do ano que vem.

Será uma festa inesquecível, não tenho dúvidas. O que me dá medo é o tamanho da conta que ficará para o Brasil e o futuro do chamado “legado olímpico”, tema que por sinal foi abordado pela ex-jogadora de vôlei Ana Moser, presidente da ONG “Atletas pelo Brasil”, em texto publicado no blog. Outro ótimo texto sobre o tema foi escrito pela colega e amiga Mariana Lajolo, em sua coluna de esportes olímpicos na Folha de S. Paulo, aqui (aberto para assinantes do jornal e do UOL)

NOVA CASA

Aproveito o post para avisar a todos que vem acompanhando o blog que a partir deste sábado (8) ele passará a ter novo endereço: será o lagunaolimpico.com.br, mantendo sempre a mesma pegada, acompanhando tudo sobre o universo olímpico, preparação dos atletas brasileiros e preparação para as Olimpíadas do Rio 2016. Aguardo todos vocês!

 

 

 

Líder do “Atletas pelo Brasil”, Ana Moser alerta sobre a importância do legado do Rio 2016

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Ana Moser é a presidente da ONG "Atletas pelo Brasil
Ana Moser é a presidente da ONG “Atletas pelo Brasil

Na data que marca a contagem regressiva de um ano para a abertura dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, a ex-jogadora de vôlei Ana Moser, presidente do Instituto Esporte & Educação e da ONG “Atletas pelo Brasil”, escreveu um artigo onde destaca especialmente a questão do legado real que as Olimpíadas deixarão para a população do Rio de Janeiro e para o próprio Brasil.

Vale a leitura

RIO 2016: O PRAZO É CURTO, MAS UMA LUZ FOI ACESA

Por Ana Moser

A Olimpíada do Rio está chegando. Passou muito rápido. O Brasil entrou nesta empreitada com um sonho, mas sem um propósito claro. A perspectiva era o desenvolvimento do Brasil e do esporte, por meio das vertentes econômicas envolvidas, especialmente a imagem do País. Conceitos abstratos, discursos. Com certeza concretos para os comandantes e líderes deste processo, mas distantes do cotidiano das pessoas. Não era claro para os milhões de brasileiros que pararam para acompanhar o resultado da votação da sede olímpica em outubro de 2009, além do orgulho de receber o evento em casa, o que se ganharia com isso.

O tempo foi passando, teve Londres 2012 com os mesmos três ouros e somente duas medalhas a mais do que as 15 de Atlanta 96. Depois construímos a Copa, fizemos a Copa e perdemos a Copa. Perdemos também a ilusão do espírito esportivo com as prisões na FIFA. Conhecemos, por outro lado, histórias de superação, talentos que despontaram, vitórias e lutas. A cada capítulo dessa novela ESPORTE que o Brasil vive nesta última década, cada acontecimento gerou debate e fez crescer na imprensa, entre as empresas, nas universidades, na comunidade esportiva e entre as pessoas comuns questões como: o que eu ganho com isso, o que o esporte e o Brasil ganham com tudo isso.

Organizar uma Olimpíada é uma operação grandiosa que envolve milhares de gestores de vários setores, públicos e privados, num emaranhado logístico e de infraestrutura admirável. Especialmente para o Brasil que, na largada, saiu com muita defasagem, tanto de infraestrutura urbana e arenas esportivas para receber os competidores e torcedores, quanto pela estrutura física e humana para formar nossa própria equipe olímpica e garantir o desenvolvimento do esporte de rendimento. A maior parte das modalidades esportivas não tinham estrutura para treinamento, equipamentos e condições de participar de competições internacionais.

Estes foram os maiores focos de investimento público, representando, segundo alguns levantamentos, cerca de 70% do recurso federal para o esporte. Foram construídos centros de iniciação esportiva e de treinamento de base em várias cidades, dezenas de pistas de atletismo de alto padrão espalhadas pelo Brasil, centros de treinamento equipados – ginástica, natação, judô, canoagem, levantamento de peso… – , técnicos e até atletas estrangeiros para fortalecer todas as modalidades, Parques Olímpicos, Vila Olímpica e tudo o mais.

O legado para a cidade do Rio de Janeiro está posto, especialmente no que se refere ao desenvolvimento urbano e turístico. Posto também está o legado material dos grandes eventos, uma chance única para se construir esta infraestrutura esportiva. O desafio atualmente é garantir a manutenção destes equipamentos especializados e específicos para o esporte de rendimento, construídos com recurso federal, mas para serem mantidos pelos estados, municípios, empresas, confederações, COB e CPB, num modelo longe de se ver desenhado. Outro desafio é pensar nas estratégias para manter, após 2016, o investimento das Confederações e COB nas novas equipes técnicas e estruturas de treinamento adquiridas devido ao patrocínio prioritário de empresas estatais e privadas. Como fazer se este fluxo de recursos diminuir?

Em contrapartida, ainda temos uma população que não tem acesso nem é educada culturalmente para praticar esporte. O recente Diagnóstico do Esporte (DIESPORTE) mostrou que metade da população brasileira é sedentária e 90% dos ativos não participam do “sistema formal”, não participam de competições e fazem esporte sem orientação profissional, por conta própria. Somente 30% das escolas públicas tem quadra coberta e são poucos alunos que acumulam 80 horas de educação física por ano. Este legado, nesses anos todos, nunca foi foco de planos ou investimento. No último ano deste período olímpico uma luz se acendeu com a possibilidade de construção do Sistema Nacional de Esporte e do Plano Nacional de Esporte, esforço empreendido pelo Ministério do Esporte e por boa parte da comunidade esportiva nacional, com ampla representação das diferentes dimensões do esporte. O prazo é curto, importante aproveitar a chance para deixar um legado que sustente o que se conquistou e amplie o alcance, o esporte acontecendo para mais pessoas por todo o Brasil.

Presidente do COI diz que atletas não terão problemas nas águas do Rio 2016

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Presidente do COI, Thomas Bach, dá um rápido mergulho na praia da Barra da Tijuca. Crédito: Alex Ferro/Rio 2016
Presidente do COI, Thomas Bach, dá um rápido mergulho na praia da Barra da Tijuca. Crédito: Alex Ferro/Rio 2016

“Parte do legado estará pronto. Para os Jogos em si, o que importa é dar boas condições para os atletas na água, nos lugares de competição, e não creio que haverá problemas. Acredito que em um ano teremos condições de realizar uma grande competição”

Alemão Thomas Bach, presidente do COI (C0mitê Olímpico Internacional), em entrevista ao jornal O Globoao comentar a reportagem da agência de notícias Associated Press (AP) a respeito de um estudo apontando o alto grau de contaminação das águas do Rio de Janeiro, em particular da Baia de Guanabara, Lagoa Rodrigo de Freitas e Praia de Copacabana, sede dos eventos de vela, remo, maratona aquática e triatlo, respectivamente, nas Olimpíadas do Rio 2016.

>>> E mais: A maior derrota dos Jogos Olímpicos do Rio 2016

Bach está no Rio para participar dos eventos que marcarão a data de um ano para a abertura dos Jogos Olímpicos, nesta quarta-feira. E para mostrar que não tem medo das águas cariocas, entrou no mar (só que na Barra da Tijuca) e mesmo assim não de corpo inteiro, após um evento realizado para marcar a data festiva, ao lado de vários ex-atletas brasileiros.

O dia do primeiro ouro olímpico do esporte brasileiro

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Guilherme Paraense, o ganhador da primeira medalha de ouro do Brasil na história olímpica. Crédito: Reprodução
Guilherme Paraense, o ganhador da primeira medalha de ouro do Brasil na história olímpica. Crédito: Reprodução

Esta segunda (3) está quase chegando ao fim, mas ainda dá tempo para registrar uma data muito importante na história do esporte olímpico brasileiro. Foi em um 3 de agosto que a primeira medalha de ouro do Brasil em Jogos Olímpicos foi conquistada, graças a Guilherme Paraense, no tiro esportivo.

Nas Olimpíadas da Antuérpia (Bélgica), em 1920, Paraense, um tenente do exército brasileiro, era um dos 16 integrantes da pequena delegação brasileira inscrita para disputar a primeira edição olímpica após a Primeira Guerra Mundial. No dia 2 de agosto, ele havia conquistado uma medalha de bronze na prova de pistola livre 50 m, por equipes, ao lado de Afrânio da Costa, Sebastião Wolf, Dario Barbosa e Fernando Soledade.

>>> Leia ainda: Ouro no peito e vaga olímpica (quase) na mão no Pan de Toronto

No dia seguinte, ele iria competir na prova de pistola de tiro rápido 25 m. E mesmo competindo com uma arma emprestada pela equipe dos Estados Unidos, Guilherme Paraense, então com 35 anos, conseguiu uma inesperada medalha de ouro, somando 274 pontos na prova, ficando à frente do americano Ray Bracken, que somou 272, enquanto o suíço Fritz Zulaf levou o bronze, com 269 pontos. Foi a primeira das 23 medalhas de ouro obtidas pelo Brasil na história dos Jogos Olímpicos.

Tudo isso há exatos 95 anos.

 

A prata do “vovô” Nicholas e a luz amarela para Cesar Cielo em Kazan

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Nicholas Santos ficou em segundo nos 50 m borbolate, superado apenas pelo francês Florent Manaudou (direita). Crédito: Satiro Sodré/SSPress
Nicholas Santos ficou em segundo nos 50 m borbolate, superado apenas pelo francês Florent Manaudou (direita). Crédito: Satiro Sodré/SSPress

Muito bacana o resultado alcançado por Nicholas Santos nesta segunda-feira. Aos 35 anos, o que foge dos padrões habituais da natação, a medalha de prata conquistada na prova dos 50 m borboleta (prova não olímpica), onde ficou atrás apenas do supernadador francês Florent Manaudou, foi um prêmio à bela carreira de Santos, que já tinha sido medalhista nos 50 m borboleta do Mundial de piscina curta de Istambul 2012 e do 4 x 50 m medley e 4 x 50 m medley misto, em Doha 2014, também em piscina de 25 metros.

Além disso, ampliou a lista de medalhas brasileiras em Mundiais de esportes aquáticos para 26 (confira a lista completa aqui).

Mais grave, porém, foi o desempenho do brasileiro Cesar Cielo nesta final. Atual bicampeão da prova (2011 e 2013), ele até melhorou seu tempo em relação à semifinal, ao nadar a prova em 23s21, mas mostrou que está muito longe de sua forma física e técnica ideais. Ao sair da piscina, deu a seguinte declaração, registrada pela repórter Mayra Siqueira, da rádio CBN: “Este ano fui um atleta normal. Não saí do ordinário. Agora é melhorar para 2016, porque aqui não tem o que fazer”.

Ainda tem muito Mundial pela frente, mas a verdade é que Cesar Cielo dificilmente repetirá os desempenhos brilhantes dos últimos campeonatos.

Balanço brasileiro do primeiro dia da natação no Mundial de Kazan

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Cesar Cielo sofreu para chegar à final dos 50 m borboleta, no primeiro dia da natação no Mundial de Kazan. Crédito: Satiro Sodré/SSPress
Cesar Cielo sofreu para chegar à final dos 50 m borboleta, no primeiro dia da natação no Mundial de Kazan. Crédito: Satiro Sodré/SSPress

A largada da natação, o evento mais badalado do Mundial de esportes aquáticos, que está sendo realizado em Kazan, na Rússia, não trouxe medalhas para seleção brasileira. Em compensação, apresentou resultados muito bons, outros dentro do previsto e alguns preocupantes, neste que é o último grande evento antes dos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Muito educativo para colocar os pés no chão após a campanha no Pan-Americano de Toronto. Vamos à um breve balanço deste domingo:

Revezamentos asseguram vaga olímpica

Faltou pouco para que a equipe masculina do revezamento 4 x 100 m livre conquistasse a primeira medalha da natação brasileira em Kazan. Mas o quarto lugar, com uma ótima marca (3min13s22), atrás apenas de França, Rússia e Itália, e com a vaga assegurada para os Jogos do Rio 2016, e equipe (formada na final por Marcelo Chiereghini, Matheus Santana, Bruno Fratus e João de Lucca) acaba superando a frustração pela perda da medalha. Se Cesar Cielo estivesse melhor fisicamente, sua presença que nadou a final talvez rendesse um lugar no pódio. Talvez…

Ah, e detalhe: à frente de Estados Unidos, atual campeão mundial da prova, que ficou apenas em 12º lugar, e da Austrália, tradicional gigante das provas de revezamento, e que ao terminar em 13º ficou fora das Olimpíadas.

>>> E mais: As medalhas do Brasil nos mundiais de esportes aquáticos

Já o revezamento 4 x 100 m feminino cumpriu o seu papel e mesmo terminando em 11º lugar e ficando fora da final, assegurou um lugar nos Jogos de 2016. O quarteto formado por Larissa Oliveira, Graciele Herrmann, Etiene Medeiros e Daynara de Paula, fez a marca de 3min40s24, pior do que o tempo no Pan de Toronto, quando ficou com o bronze com 3min37s39.

Novo recorde brasileiro de Manuella Lyrio

A atleta do Distrito Federal ficou longe de passar à final dos 400 m livre – terminou em 16º lugar a semifinal. Mas o tempo obtido por ela na prova em Kazan, 4min10s57, serviu para que ela batesse seu próprio recorde brasileiro, que era de 4min10s92, obtido há cerca de 15 dias, em Toronto.

A incógnita Cesar Cielo

Tricampeão mundial nos 50 m livre, Cesar Cielo optou por abrir mão de disputar os Jogos Pan-Americanos para concentrar sua preparação apenas no Mundial de Kazan. Mas logo em sua primeira prova, os 50 m borboleta (prova não olímpica), na qual ele é bicampeão mundial. Cielo sofreu para avançar à final, que será realizada nesta segunda (3/8), com somente o oitavo tempo, 23s29. Após a prova, reclamou de dores do ombro e que as melhores marcas não estão saindo. Mas em se tratando de Cielo, o retrospecto mostra que tudo é possível acontecer.

>>> Leia ainda: Com musa, natação da Itália fará aclimatação em Santos para o Rio 2016

Em compensação, há a possibilidade de uma boa surpresa, com o veterano Nicholas Oliveira, que avançou para a final com o segundo melhor tempo (23s05), atrás apenas do favorito da prova, o francês Florent Manadou, que cravou 22s84 na semifinal.

A decepção dos Felipes nos 100 m peito

A dobradinha brasileira nos 100 m peito, alcançada nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, não se repetirá no Mundial de Kazan. Pior foi que tanto Felipe França, ouro no Canadá com a ótima marca de 59s21, quanto Felipe Lima, que foi prata com 1min00s01, conseguiram avançar à final.

>>> Confira quem já está classificado para os Jogos Olímpicos do Rio 2016

França fez apenas o 11º tempo nas semifinais, com 59s89, enquanto Lima terminou em 13º, com 1min00s19. Nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, Felipe França também não conseguiu passar para a final, mesmo depois de ter sido ouro no Pan de Guadalajara 2011. Esta dupla eliminação é um sinal preocupante para as pretensões brasileiras de medalha nos Jogos do Rio 2016.